domingo, 14 de janeiro de 2018

Verrugas e condilomas

As verrugas e os condilomas acuminados são causados por alguns dos inúmeros tipos do papilomavírus humano (HPV) que podem também causar lesões (manchas) no colo do útero.

Verruga vulgar

Ao contrário das lesões no colo do útero - que às vezes podem levar ao câncer – as verrugas da pele são benignas e incomodam apenas esteticamente. Muitas vezes são duras, ásperas, de cor variada e podem ser constrangedoras, dependendo do tamanho e localização. Assim, muitas pessoas optam por retirá-las logo que são notadas. Existem verrugas nos pés (plantares), nas mãos e dedos (vulgares).

As verrugas genitais, mais conhecidas como condilomas acuminados e popularmente como "crista de galo", são lesões vegetantes, tipo pequeno couve flor. Estas são sexualmente transmissíveis e obrigatoriamente devem ser tratadas, devido ao risco de contágio. 

 Imagem de condiloma vulvar

Existem vários tratamentos tanto para as verrugas quanto para os condilomas. Podem ser através da cauterização elétrica, por crioterapia e ácidos ou substâncias cáusticas.Dependendo da localização, pode ser necessário repetir o tratamento por várias vezes. A abstinência sexual é obrigatória até a cura completa.

Palavras-chave: verruga, condiloma, HPV.

Prof. Antônio Aleixo Neto
Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
Master in Public Health (Harvard University) 

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domingo, 31 de dezembro de 2017

Quer iniciar uma pílula anticoncepcional? Saiba como:


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Vale lembrar que estamos nos referindo à pílula combinada (AOC) é aquela pílula mais comum, que tem dois hormônios (estrogênio e progesterona) em sua formulação.

Mulheres que estão tendo ciclos menstruais

Devem começar a tomar nos cinco primeiros dias da menstruação, de preferência no primeiro dia. Fazendo assim já estarão protegidas desde o primeiro ciclo de uso. Não há necessidade de usar outra proteção anticonceptiva.

Mulheres que estão em amenorreia (sem menstruação)

Podem iniciar a pílula em qualquer época, afastada a possiblidade de gravidez. Para isto basta um teste de gravidez de farmácia negativo. Saiba mais.
Deve-se abster de relações sexuais por 7 dias após o início da cartela ou usar um método suplementar neste período.

Mulheres no pós-parto

Caso não esteja amamentando, deve seguir as orientações anteriores. Se estiver amamentando está contraindicado o uso de pílulas combinadas até o 6º. mês do parto. Neste caso, após afastar a possibilidade de gravidez, podem tomar a pílula progestínica ou de progesterona: ver postagem 

Mulheres no pós-aborto

A pílula deve ser iniciada nos primeiros cinco dias após o abortamento. Não necessita proteção adicional.


*Adaptado de Recomendações práticas selecionadas para uso de contraceptivos, da Organização Mundial de Saúde.

Palavras-chave: pílula, anticoncepcional oral combinado, pílula progesterona, pós-parto, pós-aborto.


Prof. Antônio Aleixo Neto
Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
Master in Public Health (Harvard University) 

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Tudo o que você precisa saber sobre candidíase

O que é?

A candidíase vulvovaginal é uma infecção comum que ocorre quando há crescimento anormal do fungo chamado Candida sp. Embora a Candida esteja presente em algumas mucosas do corpo em pequenas quantidades (ex: vagina, intestino, cavidade oral), eventualmente ocorre um desequilíbrio e ela se multiplica. Exemplos: quando a vagina está mais ácida do que o normal, em caso de desequilíbrio hormonal e baixa imunidade.

A candidíase é a segunda infecção vaginal mais frequente, só inferior à vaginose bacteriana, sendo que ¾ das mulheres adquirirão a infecção em alguma fase da vida.

Pesquisa por nós efetuada no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais mostrou que cerca de 20% das mulheres tinham candidíase. Destas, cerca de ¼ apresentavam a moléstia por Candida não-albicans, que é uma espécie de Candida mais resistente.

Quais são os sintomas?

Os mais comuns são: coceira, ardor, vermelhidão na vulva, dor ou incômodo na relação sexual e corrimento tipo “nata de leite”.
O homem tendo contato com uma mulher com candidíase poderá sentir coceira, vermelhidão e ardor no pênis.


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Como se “pega“ a candidíase?

A candidíase não é considerada uma Doença Sexualmente Transmissível, ou seja, a não ser em raríssimos casos ela não é transmitida entre os parceiros. O homem dificilmente é portador da Candida. No entanto, na fase aguda da candidíase é conveniente evitar-se relações sexuais. Sendo assim, a infecção por Candida poderá surgir por um supercrescimento induzido por algumas condições:

- Uso de antibióticos
- Uso de corticóides
- Uso de roupas apertadas e sintéticas
- Imunodeficiências: ex: AIDS. Lembramos que o estresse crônico também pode baixar a resistência     e as defesas naturais do organismo
- Gravidez
- Uso de hormônios
- Excesso de relações sexuais


Como se previne a candidíase?

Tudo que evite as condições acima citadas evitará o a multiplicação da Candida e o surgimento da candidíase. Um dos fatores mais comuns hoje em dia é o uso de roupas inadequadas: calça jeans, calcinhas de tecido sintético, legs. Nas praias também é comum o uso de biquínis de tecido sintético, apertados e que ficam úmidos e usados por longas horas. É por isso que muitas pessoas que voltam das praias apresentam candidíase, além do fato da areia da praia conter esporos (sementinhas) da Candida, que contaminarão as mulheres alguns dias após o contato.

Como se trata a candidíase?

Hoje em dias existe um número enorme de medicamentos por via oral e cremes vaginais com boa ação sobre a candidíase. O tratamento varia de um a sete dias. O índice de cura chega a 80% dos casos. É importante a abstinência sexual durante sete dias.
O tratamento deve ser baseado num diagnóstico preciso, por que muitas vezes outras doenças apresentarão sintomas parecidos e o tratamento não surtirá efeito.
O parceiro na maioria das vezes não precisará de tratamento, a não ser se ele apresenta irritação peniana.

Por que a candidíase reaparece com frequência?

Algumas mulheres apresentam recorrência (+ de três episódios por ano). Muitas destas são por continuarem apresentando os fatores predisponentes. Outras por apresentarem a Candida não-albicans, que, como já foi escrito acima, é mais resistente do que a Candida albicans, a espécie mais comum. Outras apresentam um tipo de alergia, que faz com que tenham sintomas, mesmo sem um supercrescimento do fungo.
Estes casos merecem um estudo mais aprofundado para um tratamento mais adequado.

Palavras chaves: candidíase, Candida, infecção vaginal, candidíase vaginal.

Prof. Antônio Aleixo Neto

Mestre em Ginecologia - UFMG
Mph (Master in Public Health) - Harvard University


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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Os testes de gravidez vendidos em farmácia funcionam?

Os testes fabricados atualmente são muito precisos (99,6%) e rápidos, além de serem baratos.

Como fazer o teste?

· Colher a urina num recipiente de plástico (geralmente disponível junto com o teste)

· Se possível colher a primeira urina do dia, por que o hormônio Beta HCG está mais concentrado.

· Colocar a ponta da tira na urina colhida durante 15 segundos, deixar numa superfície limpa e seca e esperar cerca de um minuto.

· Pronto: agora é só fazer a leitura

A partir de quando pode ser feito o teste?

Geralmente após o primeiro dia de atraso menstrual. Caso dê negativo espere alguns dias e repita. Os testes modernos têm uma sensibilidade de detectar níveis de 25mUI/ml e na realidade podem dar positivo até antes do atraso menstrual, por que o hormônio Beta HCG é produzido pela placenta tão logo ocorra a implantação do ovo no útero.

Como interpretar o resultado?

Todas as marcas tem o mesmo tipo de resultado:

· Uma linha colorida: Negativo
· Duas linhas coloridas: Positivo
· Nenhuma linha: Inválido

Exemplo de teste positivo:
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Deu positivo?

Pode marcar a primeira consulta de pré-natal.

Prof. Antônio Aleixo Neto

Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
Master in Public Health (Harvard University) 

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domingo, 5 de novembro de 2017

Existe cura para o HPV?


HPV é a abreviação em inglês para “papiloma vírus humano”. É um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, assim como na vulva, vagina, colo de útero, pênis, saco escrotal e ânus.
A importância desse vírus é que ele tem mais de 150 tipos ou variações e algumas delas são consideradas a causa primária do câncer do colo do útero. Sabe-se que são poucas portadoras do HPV que evoluirão para este câncer, mas, é importante que se tome medidas preventivas para que isto não ocorra.



Como você adquire o HPV?

O HPV genital é transmitido através do contato com a pele ou mucosa de alguém que tenha uma infecção por HPV. O contato inclui sexo vaginal, anal e oral. Alguns tipos de HPV causam verrugas genitais, que são nódulos duros e ásperos que crescem na pele e mucosas e outros tipos que causam lesões (manchas) no colo do útero.

Abraço

O câncer do colo do útero é hoje considerado uma DST (Doença Sexualmente Transmissível).

O HPV é comum?

As infecções por HPV são as infecções sexualmente transmissíveis mais comuns nos Estados Unidos, no Brasil e talvez no mundo todo. Qualquer pessoa sexualmente ativa pode estar sujeita a adquirir o HPV.
Existem outros fatores que facilitam a transmissão e a virulência do HPV: tabagismo, mulheres com atividade sexual precoce, múltiplos parceiros e com o sistema imune deprimido.
Estima-se, que no Brasil surjam mais de 16 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano.

Quais são os sintomas do HPV?

Na maioria dos casos, o HPV não causa sintomas. Quando ocorrem, os sinais e sintomas mais comuns são verrugas na área genital. Estes, no entanto, não estão relacionados com o câncer do colo uterino. Outros tipos podem aparecer semanas, meses ou mesmo anos após a pessoa ter sido infectada com o vírus. Ele fica em estado latente (adormecido). Por esse motivo não é possível determinar se o contágio foi recente ou antigo. Geralmente levam a pequenas “manchas no colo uterino, que só o médico consegue detectar através do exame ginecológico e principalmente a colposcopia.


Condilomas


Como diagnosticar a infecção pelo HPV?

Não há exames de sangue para o HPV, mas alguns testes podem ajudar seu médico a diagnosticar a infecção:

Teste de Papanicolau - Durante este teste, o profissional de saúde remove uma amostra de células do colo do útero que será remetido a um laboratório para análise das células.

Colposcopia – É um exame em que um especialista usa um instrumento chamado de colposcópio, que emite um feixe de luz de alta intensidade e amplia a visão do colo do útero.
As lesões subclínicas (“manchas) que não visíveis ao olho nu podem ser encontradas através da colposcopia e não apresentam nenhum sintoma ou sinal.
No colo do útero um bom colposcopista pode distinguir as chamadas:
· Lesões Intra-epiteliais de Baixo Grau/Neoplasia Intra-epitelial grau I (NIC I), que refletem apenas a presença do vírus;
· das Lesões Intra-epiteliais de Alto Grau/Neoplasia Intra-epitelial graus II ou III (NIC II ou III), que são as verdadeiras lesões precursoras do câncer do colo do útero.
Caso necessário, será efetuada uma biópsia.

Teste de DNA de HPV - Este teste procura diretamente o material genético (DNA) do HPV dentro de uma amostra de células. O teste pode detectar o tipo de HPV conectado ao câncer cervical. Pode ser efetuado em mulheres com mais de 30 anos + o Papanicolaou e caso sejam normais, pode ser repetido de 5/5 anos.

Afinal, há cura para o HPV?

Não, não há tratamento específico para eliminar o vírus. Entretanto, não é indicado procurar diagnosticar a presença do HPV, mas sim suas manifestações: manchas, verrugas, etc.
O tratamento das lesões clínicas de baixo grau (manchinhas) deve ser individualizado, dependendo da extensão, número e localização. Podem ser usados laser, eletro cauterização, ácido tricloroacético (ATA) e medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo.Eletrocautério
Já o tratamento apropriado das lesões precursoras (alto grau) é imprescindível, para que não evoluam para o câncer do colo uterino. As diretrizes brasileiras recomendam, após confirmação colposcópica ou histológica, a extirpação dessas Lesões Intra-epiteliais de Alto Grau, por meio da eletrocirurgia.

Em breve publicaremos sobre outros aspectos do HPV e câncer do colo uterino.

Palavras-chave: HPV, câncer do colo uterino, manchas do colo uterino, colposcopia, Papanicolaou, Teste de DNA, sintomas HPV, cura HPV.

Prof. Antônio Aleixo Neto
Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
Master in Public Health (Harvard University)
OBS: Este título foi obtido após a apresentação do nosso trabalho> Incidence of cervical cancer in Brazil and an analysis of etiology and risk factors.
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